segunda-feira, 29 de março de 2010
Recebi esse presente!
Minha amiga blogueira, rica companheira de jornada Paula Mello, houve por bem agraciar-me com um post inteirinho dedicado a mim (gente!) e escolheu uma cantora que amo demais!!!
Sempre gostei de "fado", e na voz de Amália Rodrigues, confesso que fico engasgada de emoção...(ela acertou sem saber...)
Sendo de interesse tb de meus amigos que me visitarem nessa postagem, deem uma passadinha pelo belo blog da Paula. É um blog cheio de cultura, recheado de informações, e prima pelo amor e caridade dessa alma gentil que tive a honra de ter como uma de minhas primeiras amigas, companheiras seguidoras, comentaristas e...sempre que sabe de alguma nova sobre Concursos Literários, aqui está ela, me apoiando, incentivando, dando um toque sobre esse assunto que tanto gosto também!
Obrigada, Paula!
Pela gentileza,
Pela grandeza de alma!
Por tão grande desprendimento!
http://quintaldapaula.blogspot.com/
sexta-feira, 26 de março de 2010
ATENÇÃO AO SÁBADO
"Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.
No sábado é que as formigas subiam pela pedra.
Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho.
De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.
Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não é?
No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde.
Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais.
Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã.
Domingo de manhã também é a rosa da semana.
Não é propriamente rosa que eu quero dizer."
Clarice Lispector (do livro "Para não Esquecer")
Em Tempo:
Veja sobre o Dia Mundial do Teatro nos Botões de Madrepérola.
quarta-feira, 24 de março de 2010
BLOGAGEM COLETIVA
Blogagem Coletiva
DIA INTERNACIONAL DO HOMEM
1º DE ABRIL DE 2010
(Chamada):
Meus amigos,
Os meninos Wilson Hardy, do blog Bom, Ruim, Assim Assim e Élcio Tuiribepi, do Verseiro , estão promovendo uma Blogagem Coletiva, a fim de criar o "Dia Internacional do Homem".
Estão convidando a todos que queiram participar. Vamos brincar também?
Estou convicta que a partir dessa agradável brincadeira, poderemos sim, fincar uma Bandeira: e quem sabe essa data não venha a ser reconhecida,senão internacionalmente, ao menos nacionalmente, como o Dia Internacional daquele que na verdade merece todo nosso carinho e respeito, como pais, irmãos, maridos, filhos, primos, tios, namorados, amantes, companheiros...?
Fui longe demais? Talvez. Mas sou ousada e não sei ser morna, em nenhum aspecto de luta, mesmo que ela venha florida e em tom de brincadeira saudável e gostosa como esta inventada por esses dois cabecinhas de vento.
Amei a ideia, San, Wilson e Élcio!
Sigam-me os que forem brasileiros (ou não)... trata-se de uma nooooobre causa ! (rs, vide selo...)
DATA DA POSTAGEM: DIA 1ºde ABRIL!
terça-feira, 23 de março de 2010
Blue
Vim te trazer o céu
Aquele que ninguém vê,
porque escondem
Vou guardar essa tarde
que me arrancou suspiros,
esse azul de hortênsias
céu de nuvens
de albumina em neve,
pintado.
E vou colar no cenário
toda vez que me lembrar de ti
a saudade...
( Carmen Regina Dias )
sábado, 20 de março de 2010
Rompendo fronteiras...
"O Selo Amizade Portugal/Brasil, representa uma ligação forte entre os dois países. Existe uma relação de fraternidade, como irmãos, e estreitarmos ainda mais os laços que nos unem históricamente e pela aproximação geográfica.
Todos os amigos/as "blogueiros", dedico este sublime Selo, pela canção de Chico Buarque "Tanto Mar, Tanto Mar", onde existe um oceano inteiro a nos separar, mas a Língua Portuguesa, nos aproxima e encurta as distâncias.
Para nós, Portugueses e Brasileiros, todos eternamente apaixonados pela nossa Língua comum, traço mais evidente da nossa identidade Lusófona.
É exactamente essa ligação sui generis, que me leva a comemorar com todos vòs, o facto histórico, compartilhada há 500 anos."
Obrigada, Lumena!!!http://lumynart.blogspot.com/
"Tanto mar, tanto mar"!
Mas também:
"Tanto amor, tanto amor"
quinta-feira, 18 de março de 2010
Série - Poesia Visual I
(Poemas visuais da série "Convergências" - do catarinense Tchello d'Barros - que integram a
exposição homônima, já exibida em Blumenau/SC, Maceió/AL e João Pessoa/PB. P projeto
conta tb com uma oficina de Poesia Visual. www.tchello.art.br)
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"Até prova em contrário, este seria O PRIMEIRO POEMA VISUAL conhecido: O OVO, do grego Simias de Rodes, três séculos antes de Cristo." |
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Tratarei aqui do Projeto de pesquisa de pós-doutoramento, sob a orientação de
Antônio Miranda, em uma série de diversos capítulos.
Antônio Miranda, em uma série de diversos capítulos.
Sobre o criador do Projeto:
| Nos anos 50, Antônio Miranda já era um poeta discursivo conforme os modelos ao seu alcance e continuou na mesma trajetória, assimilandoe criando estilos. Mas, como tantos outros poetas de sua geração, fez as suas experiências nos moldes do concretismo e do neoconcretismo. Adotou o pseudônimo de Da Nirham Eros e chegou a publicar no SDJB, a expor no Brasil e na Argentina os seus “poegoespaços” e participou dos grupos Integración e Madi. O poegoespacialismo foi reconhecido pelo crítico Roberto Pontual como renovador. Então, prefere depois usar um termo mais abrangente – Arte Verbal de Vanguarda - numa exposição e num curso que promoveu em Buenos Aires, em 1962, no sentido de associar aquelas criações às artes plásticas e poéticas integradas, como hoje em dia é uma associação natural entre os praticantes da Poesia Visual. E, para Antônio Miranda, "os poetas visuais continuarão multiplicando-se e surpreendendo-nos com o domínio da criação e do uso das tecnologias." Poegoespaço de Da Nirham Eros (Antonio Miranda) Outras representações de "poegoespaços"; TRANSVERSAL, CRUZADO E PAZ PODRE, igualmente ou mais interessantes, VALE A PENA ver nesse link: http://www.antoniomiranda.com.br/da_nirham_eros/poego_ spaco.html Dentre os autores inseridos nesse Projeto está EDGAR BRAGA, e as opiniões sobre seus poemas divergem... Antônio Miranda não o considera um poeta concretista. |
ive morto vive
morto vive morto
vivo
vive
morto
vive
morto
vivo
viva o morto
morto vive morto
vivo
vive
morto
vive
morto
vivo
viva o morto
Sobre sua obra, o poeta Augusto de Campos escreveu, no poema Algo sobre Algo:
"o que espanta em Edgard Braga é a liberdade total da criação, que faz com que, perto
de seus poemas, as mais ousadas tentativas de atualização ou rejuvenescimento de certos
poetas da velha geração pareçam tímidos ensaios de recauchutagem." Porém, tanto
Augusto de Campos como Décio Pignatari viam em Edgar certo amadorismo no traço
de seu desenho, já que, ao contrário dos concretistas que têm seus poemas
cuidadosamente pensados, e em Braga "o que nele sente, pensa depois".
de seus poemas, as mais ousadas tentativas de atualização ou rejuvenescimento de certos
poetas da velha geração pareçam tímidos ensaios de recauchutagem." Porém, tanto
Augusto de Campos como Décio Pignatari viam em Edgar certo amadorismo no traço
de seu desenho, já que, ao contrário dos concretistas que têm seus poemas
cuidadosamente pensados, e em Braga "o que nele sente, pensa depois".
"Rozélia insistia em me dizer que (Eduardo) Braga era PUNK: rabiscos em qualquer
pedaço de papel, economia de signos gráficos, utilização de material barato,
truques (à Orson Welles) ao redatar, várias vezes, cópias de um só poema.
O punk não deixa de ser uma tradução/diluição industrial de Dada, o movimento
modelo de toda a arte do provisório e do precário deste século. As coisas fazem
sentido. Se Kurt Schwitters inventou a genial arte MERZ, Braga, forçando um
pouco a barra, inventou o TATOEMA, grafite de câmera (feito para o papel, não
para os muros da cidade), bricolando o verso curto, descontínuo, o desenho e
a pintura de palavras na pele do poema." (Antônio Miranda)
pedaço de papel, economia de signos gráficos, utilização de material barato,
truques (à Orson Welles) ao redatar, várias vezes, cópias de um só poema.
O punk não deixa de ser uma tradução/diluição industrial de Dada, o movimento
modelo de toda a arte do provisório e do precário deste século. As coisas fazem
sentido. Se Kurt Schwitters inventou a genial arte MERZ, Braga, forçando um
pouco a barra, inventou o TATOEMA, grafite de câmera (feito para o papel, não
para os muros da cidade), bricolando o verso curto, descontínuo, o desenho e
a pintura de palavras na pele do poema." (Antônio Miranda)
Além dos poemas em si, afirma Antônio Miranda, "o que especialmente
me impressiona em Braga é ele ter começado a revolucionar sua poesia
numa idade (60 anos) em que os poetas brasileiros costumam entregar
os pontos."
me impressiona em Braga é ele ter começado a revolucionar sua poesia
numa idade (60 anos) em que os poetas brasileiros costumam entregar
os pontos."
Os poemas de "Soma" foram selecionados por Augusto, Décio e Haroldo.
A diagramação é de Décio. Os tatoemas de "Algo" foram escolhidos por Augusto
A diagramação é de Décio. Os tatoemas de "Algo" foram escolhidos por Augusto
e Décio, que também os diagramou. Em "Tatuagens" Augusto de Campos e
Antônio Miranda selecionaram os trabalhos e Júlio Plaza fez o projeto gráfico.
Antônio Miranda selecionaram os trabalhos e Júlio Plaza fez o projeto gráfico.
“Há poesia sim, mas não poesia tal como a elaborada a partir dessa
máquina-infernal-digital que chamamos de linguagem, mas poesia
a partir das pulsões e ritmos enérticorporais, que conseguem criar
palimpsestos com vitalismo. É na troca do tipo-gráfico pelo topográfico
que a poesia de traços-desenhos (como substitutos primários) urde
a textura que indica (em todo seu frescor) o Braga. Assinatura.
Julio Plaza"
a partir das pulsões e ritmos enérticorporais, que conseguem criar
palimpsestos com vitalismo. É na troca do tipo-gráfico pelo topográfico
que a poesia de traços-desenhos (como substitutos primários) urde
a textura que indica (em todo seu frescor) o Braga. Assinatura.
Julio Plaza"
Ainda bem que "o rigor formal do concretismo evitou que os
tatoemas de Braga — anteriores à onda de grafite que invadiu
São Paulo — descambassem numa graforréia poética."
São Paulo — descambassem numa graforréia poética."
(Projeto realizado em homenagem à poesia visual e para celebrar os 50 anos (2006) do Movimento de Poesia Concreta, que se afastava definitivamente de suportes semânticos e sintáticos, lançada em dezembro de 1956 )
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